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sexta-feira, 30 de julho de 2010

acabou a poesia?


*POESIA VISUAL DE RUBENS GUILHERME
do Blog POEMASTIGANDO 



acabou o vinho
acabou o sono
o sono sonâmbulo
acabou.

acabou o amor
acabou a inspiração
acabou...

o que nos resta?
escutar uma estação
de radio
fora de sintonia?

acabou a poesia.
acabou?


Silvio Prado

quarta-feira, 31 de março de 2010

que sono!




três dias e duas noites
que não durmo
pensando em você

quinze minutos
que não penso em você
que sono!


Silvio Prado

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

noites de insônia



no meio da insônia acordo
no passado imagino deusas encantadas
pedindo pra readormecer
uma pobre múmia desenrolada

pobre múmia desenrolada
que em uma história sem fim
fora condenada a eterna escravidão
escravo de si escravo sim
do seu próprio ser da sua própria imaginação

no meio da insônia acordo
na escuridão vejo sombras indignadas
pedindo pra libertar
uma pobre cobaia amordaçada

pobre cobaia amordaçada
que presa a um destino cruel
por ela mesma traçado
vai seguindo seu papel
em lentos passos marcados

no meio da insônia acordo
no silêncio ouço vozes desesperadas
pedindo pra acordar
um pobre diabo amedrontado

no meio da insônia acordo


Silvio Prado

domingo, 20 de abril de 2008

noites de insônia



essa noite mais uma vez tenho certeza
eu nasci pra sofrer
calçando sapatos verdes de sei lá quem
tendo me esquecer

a noite me envolve em um lençol terno
nele sito frio
o silencio me ensurdece meu corpo chora
chora e vira rio

a insônia insânia transforma minha alma
a esperança me castiga
solto uma grito silencioso osso
uma frase escrita

essa noite mais uma vez tenho certeza
eu nasci pra sofrer
calçando sapatos verdes de sei lá quem
tendo me esquecer

uma ceda amassada uma palavra escrita a lápis
eternidade da semana
um rosto no espelho duas palavras arranjadas
solidão e insônia

um deserto no peito um rosto retorcido
um oceano a se formar
um amor forjado um sorriso forçado
um grito no ar

essa noite mais uma vez tenho certeza
eu nasci pra sofrer
calçando sapatos verdes de sei lá quem
tendo me esquecer




Silvio Prado