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sábado, 31 de março de 2012

universo imaginário



olhos fechados
centro de um
uni verso imaginário

sem fim, meio
ou começo de um
universo imaginá rio

com ser, sido
ou sem ter sido um
uni verso i maginário



SilvioPrado


terça-feira, 8 de novembro de 2011

universo imaginário


*imagem Silvio Prado


olhos fechados
centro de um
uni verso imaginário

sem fim, meio
ou começo de um
uni verso imaginário

com ser, sido
ou sem ter sido um
uni verso imaginário


Silvio Prado

os passos de um bêbado


*imagem SilvioPrado



entr ego o com ando
dos meus pas sos co ordenados
ao caos desnível
de uma rua obs cura

o mundo com anda
os meus passos passos pass pas..


Silvio Prado

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

...



...agora espinho
no pescoço
caroço
na espinha

quem diria
pupila dilatada
sexo
na cozinha

ausência?
teu ponto
final foi
minha reticência...


domingo, 19 de junho de 2011

azuis do céu


OlhO o azul c alado e in finito do céu
suas nuvens inund ando os m eus OlhOs
a minha mente/corpo, os meus OlhOs sem cor...

OlhO um an jo afogando-se em uma flor
e na flor reconheço-te e silencio... e OlhO:
o teu corpo/alma, os t eus OlhOs de céu.


Silvio Prado

aparaqueda





quinta-feira, 9 de junho de 2011

fome (sou da floresta)




sou da floresta


..Sou da floresta
Sou da senzala
Como feijoada
Caço de arco e flecha

Jogo peteca
Bebo cachaça
Sou da floresta
De cimento e pedra

Sou da favela
Sou da fazenda
Joga na várzea
Como de garfo e faca

Sou da floresta
Sou da senzala
Como feijoada
Caço de arco e flecha

Leio Suassunda
Assisto novela
Sou da floresta
Moro na rua..

Jogo pelada
Escrevo poesia
Sou da floresta
dos campos gerais

Sou da floresta
Sou da senzala
Como feijoada
Caço de arco e flecha

Sou da caatinga
Suo na c idade
Jogo com a vida
Como nas escadas
  
Tenho casa, carro
Mesa farta
Dinheiro não falta
Pra eu me socializar

Sou da floresta
Sou da senzala
Como feijoada
Caço de arco e flecha

Sou sem casa
Sou da casa da praia
Jogo no xadrez
Uso terno e gravata
                                                  
Discriminado, reprimido
Glorificado
Sou da floresta
ama zônica

Sou da floresta
Sou da senzala
Como feijoada
Caço de arco e flecha..




Silvio prado

domingo, 29 de maio de 2011

um poema profundo

 oo
     o
       oo
     o
   o     o      o           oo
   o     o      o           oo
   o     o      o           o
   o             o           o
   o             o           o
   o             o           oo
   o             o           o
   o             o           o
   o             o           o
   o             o           o
   o             o           o
   o             o           o
   o             o           o
   o             o           oo
   o             o     o    o
   o             o     o    o
   o             o     o    o
   o             o     o    oo
   o             o     o    o
   o             o           o
   o             o           o
   o             o           oo
   o             o           o
   o             o           o
   o             o           o
   o             o           o
   o             o           o
   o             o           o
   o             o           o
poema pro fundo

o         o
oo        o
o        oo
o          o
Silvio Prado

a pá lavra

  
  |a
 |
    |p
   |á
 __|__
|             |
|            |
L   a v r a


p a l a v r a p a l a v r a p a l a v r a
p a l a v r a p a l a v r a p a l a v r a
p a l a v r a p a l a v r a p a l a v r a
p a l a v r a p a l a v r a p a l a v r a
p a l a v r a p a l a v r a p a l a v r a
p a l a v r a p a l a v r a p a l a v r a



Silvio Prado

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

rei


* fotografia Silvio Prado


para não dizerem que sou
o príncipe do absurdo
transformo-me em árvore
dentro do fruto

ejaculo sêmem, semente
na boca de tudo
transformo-me em rei
e como o fruto



Silvio Prado