Poesia VisuaLatnemirepxE aiseoP

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quinta-feira, 9 de junho de 2011

fome (sou da floresta)




sou da floresta


..Sou da floresta
Sou da senzala
Como feijoada
Caço de arco e flecha

Jogo peteca
Bebo cachaça
Sou da floresta
De cimento e pedra

Sou da favela
Sou da fazenda
Joga na várzea
Como de garfo e faca

Sou da floresta
Sou da senzala
Como feijoada
Caço de arco e flecha

Leio Suassunda
Assisto novela
Sou da floresta
Moro na rua..

Jogo pelada
Escrevo poesia
Sou da floresta
dos campos gerais

Sou da floresta
Sou da senzala
Como feijoada
Caço de arco e flecha

Sou da caatinga
Suo na c idade
Jogo com a vida
Como nas escadas
  
Tenho casa, carro
Mesa farta
Dinheiro não falta
Pra eu me socializar

Sou da floresta
Sou da senzala
Como feijoada
Caço de arco e flecha

Sou sem casa
Sou da casa da praia
Jogo no xadrez
Uso terno e gravata
                                                  
Discriminado, reprimido
Glorificado
Sou da floresta
ama zônica

Sou da floresta
Sou da senzala
Como feijoada
Caço de arco e flecha..




Silvio prado

abdução





domingo, 5 de junho de 2011

?!





segredo (desafio visual)


Mário Quintana
("Da Discrição")

"Não contes segredo a um amigo
Que ele, outro amigo tem
E o amigo de teu amigo
Possui amigos também."





teclado


limpando o teclado
do computador
encontrei
esta poesia perdida


Q  W  E  R  T  Y  U I   O  
A  S  D  F  G  H  J  K  L  Ç
  C    M  ,    .    !    ?  
                                          
                                                        

Silvio Prado

tempo





quinta-feira, 2 de junho de 2011

ela





Silvio Prado

!


!          
         !       !                                             !
  !   !                                                                                             !
                     !  !
!
  !                           !




















Silvio Prado

domingo, 29 de maio de 2011

um poema profundo

 oo
     o
       oo
     o
   o     o      o           oo
   o     o      o           oo
   o     o      o           o
   o             o           o
   o             o           o
   o             o           oo
   o             o           o
   o             o           o
   o             o           o
   o             o           o
   o             o           o
   o             o           o
   o             o           o
   o             o           oo
   o             o     o    o
   o             o     o    o
   o             o     o    o
   o             o     o    oo
   o             o     o    o
   o             o           o
   o             o           o
   o             o           oo
   o             o           o
   o             o           o
   o             o           o
   o             o           o
   o             o           o
   o             o           o
   o             o           o
poema pro fundo

o         o
oo        o
o        oo
o          o
Silvio Prado

a pá lavra

  
  |a
 |
    |p
   |á
 __|__
|             |
|            |
L   a v r a


p a l a v r a p a l a v r a p a l a v r a
p a l a v r a p a l a v r a p a l a v r a
p a l a v r a p a l a v r a p a l a v r a
p a l a v r a p a l a v r a p a l a v r a
p a l a v r a p a l a v r a p a l a v r a
p a l a v r a p a l a v r a p a l a v r a



Silvio Prado

2004






..no dia 4
do mês 4
às 4:30 da manhã

entre 4 paredes
você de 4
e eu de 4 por você..


Silvio Prado

sexta-feira, 15 de abril de 2011

domingo, 6 de março de 2011

poesia visual






você chega passa me entrelaça
para agarra a minha calça cinto
sinto pressa preguiça tudo chupa
chupa o meu queixo deixo
atiça cobiça tira a minha roupa pouca
fala cala ri da minha cara
desarruma a minha cama
chama inflama queima
aquece a minha casa Caso
sim sim sim sim sim


beija a minha boca morde
gruda faz minha cabeça
segura a minha mão
invade a minha alma
é tua a minha vida
é teu o meu amor
relaxa sorri assume
agora procura marcas no pescoço
abraça o meu corpo
torto seu em volta ao seu





Silvio Prado